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Fraude Empresarial
Reportagem: Renata Galdino

Fraude é segunda maior fonte de arrecadação ilícita de dinheiro.

A economia mundial está abalada com as fraudes ocorridas em grandes corporações nos últimos dois anos. O escândalo mais recente envolve a empresa italiana Parmalat, cujo rombo financeiro chega a 10 bilhões de euros, o que provocou a falência e o fechamento de várias fábricas da multinacional em países do mundo inteiro, inclusive no Brasil. Situações como essas são bastante comuns e não se limitam a somente grandes empresas ou fraudes por parte dos empresários.

A fraude empresarial, em todo o mundo, é a segunda maior fonte de arrecadação ilícita de dinheiro, perdendo somente para o narcotráfico. Em pequenas ou grandes quantias, o rombo causado pelas fraudes traz conseqüências negativas para o mercado financeiro e também para a sociedade. Segundo o perito e investigador contábil Marcelo Alcides Gomes, sócio-diretor da GBE Peritos & Investigadores Contábeis, o fraudador não busca, exclusivamente, o benefício financeiro.

"Têm aqueles que sentem prazer em enganar, há os que buscam a ascensão profissional e ainda há aqueles que fraudam somente por vingança", analisa. Relatório apresentado pela empresa, em 2002, mostrou que as 28 empresas analisadas, contabilizaram, juntas, prejuízos de R$ 222,5 milhões com as fraudes. "Do montante desviado, menos de 10% é recuperado ao ser descoberta a fraude", revela Marcelo.

Ele acrescenta que ao investigar a fraude, muitas empresas não conseguem contabilizar o real valor do dinheiro roubado. "Quando chega numa certa quantia, já nem dá mais para saber. Geralmente essas quantias giram em torno de R$ 2 milhões por empresa", diz. O perito salienta que não há uma área especifica da empresa para se cometer fraudes e que 99% dos casos envolvem mais de uma pessoa, seja da própria empresa ou de empresa fornecedora. "Hoje em dia qualquer departamento que tenha compras está propenso a isso. Não existe uma empresa sequer que não esteja sujeita a ser fraudada".

No relatório, os peritos estudaram 43 casos e apenas em quatro ficou comprovado que os funcionários não estavam envolvidos em atos ilícitos. "Dos que foram constatados a fraude, somente 9 foram parar na polícia e apenas 1 deve ser punido conforme a lei", lamenta Marcelo, acrescentando que as punições para esses casos são bastante raros no país. O sócio diretor da Bizarro & Associados, empresa especializada em Controladoria Customizada, Carlos Bizarro, sugere que 60% das fraudes sejam cometidas por parte dos funcionários.

Para ele, a falta de controle dos números é o principal motivo para as empresas falirem. "A falta de controle dos números, feita por profissional especializado, camufla os erros, as fraudes, as falcatruas praticadas por quem detém as informações do dinheiro nas mãos", afirma. Em relação a quem comete a fraude, Bizarro é bem taxativo. "Pode ser o funcionário, mas a maior responsabilidade, certamente, é do dono da empresa", enfatiza.

Segundo o especialista, 97% das empresas que pedem concordata não tiveram controle de forma organizada de seu setor financeiro. "As empresas que sobrevivem são altamente profissionalizadas e conseguem isso através do absoluto controle, feito pelo 'Controller', que promove o conhecimento do conjunto de todas as variáveis relacionadas ao abrangente campo da controladoria organizacional", relata. Bizarro ressalta que o papel do Controller é fundamental na organização e que ele pode coibir as fraudes, mas 90% das empresas brasileiras ainda não perceberam isso.






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